terça-feira, 13 de outubro de 2009

Novo funeral para Edgar Allan Poe!


E lá vem mais uma tentativa de corrigir os erros do passado... Edgar Allan Poe, morreu na miséria seu funeral contou com apenas sete amigos fieis que o velaram e enterraram num modesto caixãozinho, issso lá em 1849! Agora a cidade em que faleceu o autor, querendo promoção e quem sabe, redenção, veio com essa:

Depois de 160 anos Edgar Allan Poe recebe funeral apropriado

Discursos do enterro em Baltimore serão feitos por atores, que devem interpretar nomes como Conan Doyle e Alfred Hitchcock

Para Edgar Allan Poe, 2009 foi um ano melhor do que 1849. Depois de dezenas de eventos em diversas cidades para marcar o 200 º aniversário de seu nascimento, ele está prestes a receber o funeral grandioso que um escritor de sua altura deveria ter recebido quando ele morreu. Cento e sessenta anos atrás, Poe estava empobrecido e foi encontrado delirante e em perigo em uma taberna de Baltimore. Ele nunca foi coerente o suficiente para explicar o que tinha acontecido desde que deixou Richmond, Virgínia, uma semana antes. Ele passou quatro dias em um hospital antes de morrer aos 40 anos no dia sete de outubro de 1849. Neilson Poe, primo do autor, nunca anunciou publicamente a sua morte. Menos de 10 pessoas compareceram ao funeral apressado para um dos maiores escritores do século 19. E as injustiças começaram ali. A lápide de Poe foi destruída antes que pudesse ser instalada, quando um trem descarrilou e bateu em um canteiro do jardim. Rufus Griswold, um inimigo de Poe, publicou um obituário acusatório que danificou a reputação do escritor por décadas. Baltimore tem uma vantagem decisiva sobre as outras cidades que reivindicam a Poe, observa a diretora Doreen Bolger. "Temos o corpo", disse ela. Jerome disse que chegou a receber ligações de pessoas que achavam que ele estava indo exumar os restos de Poe e enterrá-los novamente. "Quando eles desenterraram o corpo de Poe em 1875, para movê-lo, era praticamente ossos, disse Jerome. "Eu vi restos de pessoas que estiveram no terreno desde aquele período de tempo, e não há quase nada." Em vez disso, Jerome encomendou ao artista Eric Supensky, especialista em efeitos especiais, a criação assustadoramente realista do cadáver de Poe. "Eu tenho arrepios", disse Jerome segunda-feira (5), ao ver o corpo pela primeira vez. "Isso vai irritar os outros”. O corpo será velado na sede por 12 horas na quarta-feira (7). Os visitantes serão convidados a prestar suas homenagens. Na manhã de domingo, uma carruagem de transporte levou a réplica do corpo de Poe de sua antiga casa para o cemitério para o enterro. O ator John Astin, conhecido como personagem Gomez Addams de "A Família Addams", serviu como mestre de cerimônias. O funeral é, sem dúvida a coroação dos eventos em homenagem ao aniversário de 200 anos de nascimento de Poe. Junto com Baltimore - onde passou alguns dos seus magros anos, em meados da década de 1830 - Poe viveu ou tem fortes ligações com Boston, Nova York, Filadélfia e Richmond. O Edgar Allan Poe Museum, em Richmond, fez uma reencenação último fim de semana de sua morte. Aqueles com um interesse mais acadêmico em Poe puderam participar da conferência anual da Associação de Estudos sobre Poe de quinta (08/10 ) a domingo (12/10 ), na Filadélfia. Finalizando: Esta cerimõnia, organizada pelo “Poe Museum”, está igualmente enquadrada na comemoração dos 200 anos passados do nascimento do escritor. Para o sistema da Reuters TV, Jeff Jerome, curador do museu, afirmou que “havia muito pouco a fazer com o nascimento”, o que levou à recriação do funeral de Poe. Numa cerimõnia de pompa e circunstância que decorreu este domingo, centenas de fãs foram-se reunindo para prestar a sua homenagem ao mestre do terror, alguns vestidos a rigor com indumentária própria da época, procurando até encarnar personalidades que conheceram o escritor ou que se inspiraram nele, como Walt Whitman, Charles Baudelaire e Alfred Hitchcock, relata a Reuters.

Obras importantes de Edgar Allan Poe:
“Os Crimes da Rua Morgue”, “A Carta Roubada”, “O Mistério de Maria Roget”, “Eureka” e “A Narrativa de Arthur Gordon Pym”.


* Este texto é um resumo das matéria publicadas por: euronews - Zero Hora - CBS News - Reuters



domingo, 11 de outubro de 2009

DEPRESSIVE BLACK METAL – Estilo DBM


É o estilo mais depressivo do black metal. Contêm harmonia simples porem muito profunda e triste, uma melodia quase que inerte porém, impactante. suas letras abordam: Suicídio, auto mutilação, sofrimento, dor e desespero. Em suma, Niilismo.

Para quem não sabe, Niilismo é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral). É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Os valores tradicionais se depreciam e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". "Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro".
O niilismo pode ser considerado como "um movimento positivo” – quando pela crítica e pelo desmascaramento nos revela a abissal ausência de cada fundamento, verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade, agora não mais garantidas, nem sufocadas ou controladas por nada". Mas também pode ser considerado como "um movimento negativo” – quando nesta dinâmica prevalecem os traços destruidores e iconoclastas, como os do declínio, do ressentimento, da incapacidade de avançar, da paralisia, do “tudo-vale” e do perigoso silogismo ilustrado pela frase do personagem de Dostoiévski: "Se Deus está morto, então tudo é permitido". Entende-se por Deus neste ponto como a verdade e o princípio.

Prosseguindo...

O estilo DBM também pode ser encontrado no Dark ambient, porém é um estilo muito sombrio e mórbido. Tão profundo que recomenda-se ouvir bandas que semguem o Depressive Black Metal sozinho pois seus acorde e palhetadas morbidas levam o ouvinte a um momento de reflexão profunda. Bandas como: Xasthur, Anti e When Mine Eyes Blacken são exemplos de bandas que tocam o metal extremo copm ideologia DBM. Existem algumas músicas que são rápidas e agressivas, mas em geral, as musicas são lentas e com um vocal desesperado refletindo todos seus alicerces suicida e depressivo. O gênero não requer: amizades, amor, felicidade. Este gênero não é para qualquer um ouvir, muitas pessoas hoje em dia ouvem e não sabem o significado do gênero, só ouvem porque tem depressão ou gostam do som da atmosfera.

Bandas:

Abyssic Hate
Anti
Austere
Beatrik
Cold World
Forgotten Tomb
Forgotten Woods
Funeral Dirge
Gallhammer
Hypothermia
I Shalt Become
Isolation
Kyla
Life is Pain
Lyrinx
Make a Change...Kill Yourself
Nortt
Nyktalgia
Öde
Shining
Silencer
Skitliv
Sterbend
Thy Light
Trist
Xasthur

Twilight/Crepúsculo - O livro


Tudo bem, acho essa história uma baboseira sem fim, um Romeu e Julieta bastante bobo com pitadas de ação ao estilo da série Verônica Mars e Hobbin Hood ( porque se não houvessem, ninguém agüentava ) que para mim não dá diante de tantos clichezinhos mas que para quem gosta de tramas teen é um prato cheio.

Então, vamos ao livro que embora menos ruim, nada tem de novo: Crepúsculo (Twilight) é um livro sobre da autoria de Stephenie Meyer. Publicado originalmente em capa dura, em 2005, este livro é a génese da saga Twilight, onde Bella Swan é apresentada ao leitor, como uma estudante que se muda de Phoenix, Arizona, para Forks, Washington, colocando sua vida em risco ao apaixonar-se pelo vampiro Edward Cullen. O romance ganhou diversos prêmios, incluindo o "Top 10 Livros para Jovens Adultos" da American Library Association, entrar na lista de Best sellers do New York Times e Best selling de 2008, no USA Today.


A história:


Bella Swan decide mudar-se da ensolarada Phoenix, Arizona para a chuvosa cidade de Forks, Washington, para viver com seu pai, Charlie, o chefe da polícia local. Segundo ela, a sua mãe (Renée) sentia-se triste por não poder acompanhar o seu novo marido (Phil Dwyer) aos jogos de basebol, pois este é um jogador da segunda divisão e, então, Bella decide mudar-se para dar mais espaço ao casal.
A jovem não tinha muitos amigos em Phoenix, mas apesar disso, ela gostava do lugar, pois o Sol brilhava sempre por lá. Pelo contrário, Forks é uma das cidades dos Estados Unidos onde mais chove durante o ano, apresentando dias muitíssimo nublados. A chegada de Bella a Forks desperta imensa curiosidade em toda a gente. Esta é uma cidade pacata, onde todos se conhecem e, por isso, a sua vinda era bastante aguardada. Na escola, Bella conhece vários colegas logo no primeiro dia de aulas e torna-se amiga de Mike, Jessica, Angela, Eric e Tyler. Bella depressa descobre como seria monótona e entediante a sua vida em Forks, caso Edward Cullen, o lindo e misterioso rapaz que se senta a seu lado na aula de Biologia, não lhe despertasse tanta curiosidade e servisse de escape à sua rotina diária. No primeiro dia que ela o vê, Edward aparenta sentir repulsa por ela, chegando mesmo a tentar mudar os seus horários para evitá-la. No entanto, quando uma van fora de controle está prestes a atropelar Bella no estacionamento, Edward salva-a do perigo sobrenaturalmente, como é percebido pela jovem, que assinala que ele estava muito distante de si para poder puxá-la da trajectória do veículo e que, a mossa deixada no automóvel após o embate, era em tudo semelhante à estrutura dos ombros do rapaz. Edward recusa-se, todavia, a falar sobre o assunto. Bella evita falar com ele durante algum tempo, mas no dia em que ela vai com as suas amigas até Port Angeles, mete-se, de novo, em apuros, de modo que Edward salva-a novamente. A partir deste instante, a cada passagem do livro, ambos acabam por se tornar cada vez mais próximos. Ela acaba descobrindo por seu amigo Jacob Black, da tribo Quileute, que Edward e a sua família (os Cullen) são vampiros vegetarianos, ou seja, que não se alimentam de sangue humano. Apesar da natureza da família Cullen, Bella e Edward apaixonam-se e conseguem manter-se juntos durante algum tempo. A sua relação aparentemente perfeita só é, no entanto, lançada ao desespero quando James (um vampiro rastreador) pousa os seus olhos em Bella. Após ter fugido do seu acossador, a jovem vê-se obrigada a reencontrá-lo, sob a suspeita deste ter sequestrado a sua mãe. Bella dirige-se a um antigo estúdio de balé, no qual dançava quando era pequena, e onde James pretende sugá-la até à morte. Edward, junto com os outros membros da família Cullen, consegue porém resgatá-la, antes que James consiga pôr termo à sua vida.

Afffffffff...

Turismo Cemiterial


O turismo em cemitério tem como foco principal a exploração do patrimônio artístico e arquitetônico; para isso, alguns cemitérios até foram transformados em cemitérios-museu. Um outro motivo que move o turismo cemiterial é a busca de personalidades, que mesmo depois de mortas continuam sendo veneradas (até mais do que quando estavam vivas).
Para poder conservar os mausoléus, no caso dos cemitérios-museu, a saída encontrada foi a mercantilização do espaço, ou seja, além de alguns eventos que são realizados o visitante é obrigado a pagar uma entrada. Outro que busca os cemitérios como fonte de pesquisa é o cemiteriólogo.

Os roteiros de Arte Cemiterial têm relação da produção artística com as crenças sociais e religiosas da época. Os cemitérios de Porto Alegre têm atraído grande público por possuir monumentos de grande relevância artística e por reunir túmulos de pessoas famosas, entre artistas e políticos importantes para o estado e para o país. Os antigos cemitérios da capital, verdadeiros museus ao ar livre, reúnem mais de 300 obras de arte produzidas, especialmente entre 1820 e 1940, por artistas europeus e locais. Esse impressionante acervo de estatuário e ornamentos fúnebres pode ser visto em túmulos de personagens notáveis da cidade e outros anônimos.


No goticismo clássico em que se adota o gosto por cemitérios, torna-se certo que estes locais podem nos dizer muita coisa sobre a cultura de um local, até mesmo sobre a religião e a variação da configuração econômica deste na linha do tempo.

Existem cemitérios que contém obras de arte de grandes escultores e pintores, que dificilmente se encontrariam em museus.

Os cemitérios me trazem um sentimento de paz, e até mesmo de reflexão sobre a vida. Por fim, o cemitério é “gótico” em essência, devido à concepção artística do mesmo e ao fato de não ter mudado muito do período medieval em relação a atual modernidade. Sei que muitos góticos clássicos também apreciam essas características, mas não necessariamente para ir namorar, conversar ou fazer algum tipo de ritual ou ponto de encontro no cemitério; certo que é um local de contemplação e que contém muita beleza.

55 Regras fundamentais para ser um gótico (a):


Vamos lá, um pouco de humor não faz mal a ninguém, afinal góticos também gostam de se divertir!
Aqui temos algumas regras, @h@h@h!!!
Bjssssssssssss e divirta-se!

55 Regras fundamentais para ser um gótico (a):

1. Você é único gótico do mundo.
2. Todos os outros que se dizem góticos são posers.
3. Só você sabe o que é goticismo.
4. Você é descendente dos godos, mesmo desconhecendo-os.
5. Seja Wicca.
6. Odeie o catolicismo.
7. Ame cruzes, cemitérios e catedrais góticas, mas se perguntarem sobre as 2 regras anteriores mude de assunto.
8. Só use preto e sem estampa.
9. Não há bandas de Gothic Metal.
10. Use camisas de bandas de Gothic Metal e, novamente, desconverse se perguntarem sobre as duas regras anteriores. Claro, sem estampas!
11. Os únicos acessórios permitidos são cruzes e/ou símbolos pagãos
12. Ame a noite.
13. Chingue o sol.
14. Mas não saia de noite porque é perigoso e podem roubar seus acessórios
15. Gothic Metal não existe.
16. Que fique bem claro Gothic Metal não existe.
17. Seja fã de Lacrimosa, Lacrimas Profundere, Entwine, Silent Cry, Sirenia, Tristania, The Sins of Thy Beloved, Theatre of Tragedy, The Gathering, entre outros.
18. Diga que essas bandas não são góticas.
19. Afinal Gothic Metal não existe e se existisse você não ouviria.
20. Gótico mesmo só The cure, Dead Can Dance, Lacrimosa… ops, Lacrimosa é metal, logo não é gótico.
21. Seja cabeludo.
22. Ou não.
23. Seja triste.
24. Seu cabelo deve ser negro como a noite e como o sofrimento que existe em sua alma.
25. Se for mulher você pode ser ruiva ou galega desde que sua pele seja branca como neve.
26. Faça chapinha porque cabelo liso é mais gótico e demonstra suas raízes godas (mesmo sem ainda saber o que diabo são godos).
27. Seja um poeta.
28. Tenha centenas de poesias falando sobre amor, sexo, tristeza, solidão e morte.
29. Nunca mostre suas poesias para ninguém.
30. Diga que poderia publicar um livro com elas, mas não o faz porque são poesias muito íntimas.
31. Seja pacífico.
32. Brigue com todos que se dizem góticos e mostre que somente você é gótico.
33. Tenha milhares de amigos góticos.
34. Se encontrem e discutam já que cada um se acha a ultima coca-cola gelada no deserto.
35. Tenha certeza que sempre está parecendo com um gótico.
36. Visite cemitérios.
37. Tire fotos em cima das lápides.
38. Nunca ande sem sobretudo.
39. Beba muito vinho.
40. Seja movido a vinho.
41. Não vá para festas pq isso tornaria você feliz, mas você é triste.
42. Viva em boates.
43. Dance com sua sombra.
44. Edite TODAS as suas fotos para preto-e-branco.
45. Só tire fotos de noite.
46. Caso tire de dia, edite-a para parecer noite.
47. Use batom preto.
48. Odeie toda música que não seja gótica.
49. Odeie principalmente as bandas que se dizem Gothic Metal, mas escute-as escondido (para falar mal depois, é claro).
50. Monte uma banda de true Northern Gothic Norwegian Metal e diga que só faz parte porque gosta de tocar.
51. Não fale/escreva português corretamente, mas seja fluente em inglês ou alemão ou norueguês.
52. Odeie emos.
53. Odeie todos que não são góticos.
54. Odeie o mundo inteiro, afinal você é o único gótico.
55. Se você já faz tudo isso. Mate-se!

sábado, 10 de outubro de 2009

Bonecas Góticas – Uma idéia genial!


Ser gótico não é um querer ou optar, já se nasce assim com a alma livre para experimentar e explorar o lado sombrio da noite, viajar na névoa, entender seus recantos escondidos sem medo, viver de forma livre e expressar seus sentimentos. E isso começa em tenra idade, já com as primeiras perguntas na fase do “porque?”...

As pessoas na maioria não compreendem essa forma de ser denominada estilo gótico, habituadas que estão a esconder seu verdadeiro eu, seus rostos que raramente expressam o verdadeiro reflexo de suas mentes e sentimentos.

Quem ousa mostrar-se verdadeiro em um mundo de tantos disfarces, finda por tornar-se estranho...

Mas para todos os estilos ( mesmo para nós obscuros ) existem objetos de consumo, naturalmente!

Sendo assim, surgiram na Europa as bonecas góticas.

As meninas adeptas do goticismo aqui no Brasil, ao descobrirem essa novidade começaram a importar nos sites especializados, mas tudo muito caro...

Agora, além de sites nacionais já temos as lojas especializadas nelas no Rio e em São Paulo.

São muito lindas!

Ah, se na minha geração dark elas estivessem no mercado... Teria adquirido a coleção toda!

@h@h@h!!!

Bjsssssssssssssssssssss


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O vampiro


O Vampiro tem a maravilhosa característica de ter sido humano. É um ser especial, um deus, o qual podemos nos tornar.

Para o Vampiro não há céu nem inferno, um paradoxo a caminhar primevo entre os mundos, Morto-vivo. Outrora homem, agora antideus. Sua antivida é pautada pela violência, sede de sangue, paixão e terror, o horror que se esconde nas sombras. Quebrando e destruindo todas as normas, regressando ao atavismo mais profundo. Um ser habitante do limbo, um limbo glorioso, isso é o vampiro. Sua ocorrência geográfica a tudo engloba, dos Bálcãs ao Egito, dele aos confins das florestas equatoriais da Amazônia e, é claro, até as distantes galáxias. Civilizações, como Sumerianos, Babilônicos, Indianos e os povos Hebreus, Maias e Astecas conviveram com o fenômeno do Vampirismo. Seus ataques foram registrados à luz do dia, e à luz da Era das Luzes, dividindo o palco com Diderot e Voltaire em plena era do Iluminismo. Deixando o racionalismo de cabelo em pé, o epicentro dos ataques não foi algum confim distante, mas o esclarecido Império Austro-Húngaro, justamente a Áustria que seria a pátria de Sigmund Freud. Desde Arquétipo desconcertante, deste tabu é que trataremos neste livro, pois o vampiro está ali no espelho, repousando, destruindo e salvando, afinal além de matar sua vítima ele confere a vida eterna.

- Trecho do livro Vampiros
Autor: Marcos Torrigo.

Drácula


Historicamente provado ele existiu, mas não como um vampiro. Seu nome é Vlad Tepes, ou Vlad Dracula, mais exatamente Vlad III. Vlad Dracula tem sido confundido com a moderna lenda dos vampiros que é difícil ignorá-lo.Todos sabem quem Vlad Drácula foi. De acordo com a história , Vlad Dracula, também conhecido como Vlad, o Empalador (Tepes), foi um príncipe no país da Transilvânia durante o século XV. Por causa de sua extrema crueldade, ele ficou conhecido como Dracula, que significa "filho do Dragão". Ele era tão maléfico que as pessoas acreditavam que ele era um vampiro, ou pelo menos tinha um acordo com o diabo. Vlad III viveu de 1431 a 1476, foi de fato o governante de uma região vizinha conhecida como Valáquia. Originalmente parte do Império Romano conhecido como Dácia. Estas áreas estavam sobre o controle da Hungria em torno do século XI.Ele nasceu numa cidade da Transilvânia chamada Sighisoara em 1431 enquanto seu pai, Vlad II, estava vivendo exilado. Vlad II estava tentando conseguir apoio para ter de volta o trono de Valáquia de Alexandre I. Nada mais se sabe sobre a infância de Vlad III. Ele teve dois irmãos, Mircea e Radu. Sua educação primária foi dada por sua mãe. Sua verdadeiro aprendizado veio mais tarde, após seu pai recuperar o trono, eliminando Alexandre. Sua educação fora típica para a época. Foi-lhe transmitido elementos que o tornariam um perfeito cavaleiro cristão, incluindo combate pessoal, coisas relacionadas com a guerra, táticas, etc. Mesmo depois de Vlad II ter retornado ao trono, a situação da Valáquia era instável. Guerra após guerra Vlad III tornou-se prisioneiro de um Sultão e a Valáquia foi dominada pelo império Otomano. Depois de mais algumas guerras Vlad II recuperou o trono e fez com que seu filho fosse solto. Mas foi assassinado pelos Otomanos e Vlad III virou o servo do seu novo imperador, mas sempre esperando a hora para contra-atacar, em vingança pela morte de seu pai. Foi com esses pensamentos que ele tomou o trono de volta. Este foi o início do grande período de Vlad III no trono: de 1456 ate 1462. Ele fez a cidade de Trigoviste sua capital, e ele construiu um castelo nas montanhas próximas ao Rio Arges. Ele começou a sua própria guerra contra os Turcos durante aquele período, e obteve certo êxito. Ele se tornou um herói, tinha habilidade de luta, e sua crueldade fez com que os soldados Turcos o temessem. Mas como vimos anteriormente, a Valáquia não tinha meios de prosseguir a investida contra os Turcos sem a a ajuda do rei da Hungria, Matthias Ccovinus, o filho de John Hunyadi. Ele o apoiou bem pouco. Também foi neste período que a maioria de suas atrocidades o fizeram abominável.Vlad III foi forçado a ir para Transilvânia de novo em 1462 , depois de outra invasão Turca. Sua esposa se jogou da torre do castelo, ela preferiu isto a ser levadas pelos Turcos. Vlad pediu ajuda ao rei, mas o mesmo em vez disto o colocou na prisão por doze anos. A sua prisão foi aparentemente agradável, pois aos poucos fora conquistando o rei novamente, e até conheceu e se casou com uma donzela da família real. Segundo alguns historiadores, a irmã do rei. Enquanto isso, o irmão de VladIII, Radu, assumiu trono de Valáquia, com a ajuda dos turcos. Em 1474, Vlad III tentou de novo retomar o trono. Ajudado pelo príncipe Stephen Bathory da Transilvânia, ele invadiu a Valáquia. Seu irmão, Radu, havia morrido alguns anos antes e havia sido sucedido por outro marionete Turco, Basarab o Velho. Quando os soldados de Vlad III se aproximaram, Basarab e sua partidários fugiram e Vlad III assumiu finalmente o trono. Mas logo depois, seus guardas fugiram, deixando Vlad numa situação difícil. Ele teve que deixar um exército de 4 mil homens invadir a Valáquia pois seus homens não tinham forças suficientes para lutar, porém com as últimas energias que lhe restavam, foi a luta e morreu. Uns dizem que morreu bravamente, como um herói. Mas a teoria mais aceita é que ele se desfarçou do exército inimigo para se infiltrar e foi morto por seus próprios homens. Sua cabeça foi mandada para Constantinopla onde o imperador enfiou num espeto e deixou de amotra para o povo dizendo que o torturador estava morto. Ele foi enterrado em Snagov, um mosteiro localizado perto de Bucareste. Lendo essa história ele deve ter parecido um herói para muitos, mas quando começamos a contar as coisas que ele fazia, como canibalismo, talvez tenha sido a maior ajuda que ele deu para ser transformado em vampiro pelos livros de ficçao. Dizem que no meio da sua mesa de jantar havia um enorme espeto, onde ele colocava um soldado inimigo vivo e começava a comer por pedaços, ouvindo os gritos como música. Ou quando ele punha seus inimigos de costas e enfiava uma estaca no ânus deles, e o sangue iria direto para seu cálice. Ou uma outra vez que ele convidou todos os mendigos de sua cidade para um jantar, e enquanto todos se divertiam ele pôs fogo na sala, indo jantar em outra assistindo os inocentes queimarem. A primeira pessoa a usar Drácula como um vampiro foi o escritor Bram Stocker. De fato, o personagem de Drácula, escrito por ele, se parece mais com um anjo quando se comparado ao verdadeiro. Enquanto que o Drácula de Stocker matava suas vítimas ocasionalmente, na vida real, Vlad dizimava cidades inteiras. Esta época parece ter sido cruel. Torturas de uma forma ou outra, quase que universal, os dois como castigo pelos crimes e infrações morais, mas também extraiam-se "confissões" de suspeitos. As pessoas eram executadas nas mais diversas formas de crueldade: cozidas vivas, despedaçadas pelos cavalos, eram queimadas, etc. Mas mesmo com este clima, o comportamento de Vlad se destacou. Seu sobrenome era Tepes (Empalador). A morte pela perfuração foi uma forma de execução que Vlad III usava com mais frequência. As estacas eram bem arredondadas, não afiadas, e se colocava óleo nelas. Quando a vítima era perfurada, geralmente pelo ânus, os outros orgãos eram deslocados, sem destruir, para que a vítima vivesse por horas, até mesmo dias em agonia extrema. O empalamento não foi a única forma de execução e tortura usados por Vlad III. As pessoas às vezes tinham pregos martelados em suas cabeças ou outras partes do corpo. Braços e pernas eram decepados, as pessoas eram cegadas. Orelhas e narizes era cortados. Os orgãos sexuais, especialmente das mulheres, eram mutilados. Na lista lia-se como uma enciclopédia de tudo que é horrível e cruel. Qualquer pessoa era sujeita a tortura e morte. Suas vítimas incluíam fazendeiros, nobres, comerciantes, príncipes, embaixadores de outros países, prisioneiros de guerra.Literalmente, qualquer pessoa. Suas vítimas mais comuns eram os comerciantes e os pequenos nobres de seu próprio país e da Transilvânia, contra quem ele detinha muito rancor desde o assassinato de seu pai e seus irmãos, pois os mesmos foram assassinados por esses. Muitas das atrocidades foram aparente tentativas para introduzir seu código moral sobre os cidadãos da Valáquia. As pessoas que se acredita serem preguiçosas, sem castidade (especialmente mulheres), mentirosos, inescrupulosos nos negócios (ou mesmo suspeito de estar sendo) eram sempre executados. Mas parece que ele não tinha a necessidade de justificar seus atos, e em alguns casos, os habitantes da vila inteira, homens, mulheres e crianças, foram torturados sem razão alguma. Devemos lembrar que enquanto Vlad III foi inacreditavelmente cruel, muitas destas histórias provêem de estudos que são um pouco suspeitos. Como diz o ditado: Os vitoriosos geralmente escrevem livros de histórias, e os vitoriosos nas batalhas naquela área não tinham grande amor por Vlad e sua família.

Fonte:
http://orbita.starmedia.com/houseofhorrors